Domingo
28 de Maio de 2017 - 
Maior que a tristeza de não haver vencido é a vergonha de não ter lutado! (Rui Barbos ...
Viver significa lutar.(Seneca)
O mal não pode vencer o mal. Só o bem pode fazê-lo. (Leon Tolstoi)

Conhecendo o Pará

  • Brasão de Armas do Estado do Pará O Brasão ou Escudo de Armas ... do Estado do Pará foi criado em 9 de novembro de 1903, pela lei estadual de nº 912, que estipulou a criação de um Brasão (ou Escudo) de Armas para o Estado. Os seus autores são: José Castro Figueiredo (arquiteto) e Henrique Santa Rosa (Historiador e Geógrafo).       O mote: Sub lege progrediamur, latim para “Sob a lei progredimos”. A estrela solitária: faz menção ao Pará como unidade da República Federativa do Brasil – à época da proclamação da República, única unidade federativa cuja capital situava-se acima da linha do Equador, fato esse representado na bandeira nacional por Espiga, figurada acima da linha do azimute. As cores: vermelho faz menção à República e ao sangue derramado dos paraenses nas diversas lutas em defesa pela soberania da pátria. A banda: branco faz menção à linha imaginária do Equador, que corta o estado ao Sul. Os ramos: de cacaueiro e seringueira, fazem menção às principais produções agrícolas à época. A águia: guianense faz menção à altivez, nobreza e realeza do povo do Estado. Bandeira do Pará A bandeira do estado do Pará foi aprovada pela Câmara Estadual em 3 de junho de 1890, por proposta apresentada pelo deputado Higino Amanajás. Na verdade, antes mesmo de ser oficializada como símbolo do Estado, representava o Clube Republicano Paraense. Por isso, tremulou, pela primeira vez, por ocasião da adesão do Pará à República do Brasil, em 16 de novembro de 1889. Alguns meses depois, mais exatamente no dia 10 de abril de 1890, o Conselho Municipal, por proposição do seu presidente, Artur Índio do Brasil, aprovou projeto fazendo do distintivo do Clube, a bandeira do município de Belém. (Governo do Estado) Leia mais Brasão e Bandeira - 11/07/2013
  • O impulso militar que trouxe os portugueses ao Pará, em 1616, fez parte de um projeto político ambicioso de conquista do vale amazônico associado a um projeto econô... ;mico, não menos ambicioso, de exploração da biodiversidade local – as chamadas “drogas do sertão”, especiarias ocidentais de alto valor no mercado europeu. A fundação de Belém, a 16 de janeiro de 1616, foi o primeiro passo desse projeto de conquista territorial. O processo foi contínuo e tenso e a ocupação do território se deu com base no massacre ou escravização das populações indígenas e no confronto bélico com as outras potências européias que possuíam feitorias na Amazônia. Aos poucos, através de expedições militares, novas regiões foram sendo anexadas: os vales dos rios Guamá, Acará e Mojú, o baixo Tocantins, a costa dos Caetés (hoje costa do Salgado), a região da “estrada do Maranhão”, que hoje chamamos de Bragantina, a Ilha Grande de Joannes, atual Marajó, a penísula de Gurupá, o Cabo Norte, atual Amapá, o baixo Amazonas, os vales do Xingu e Tapajós, o Alto Amazonas e o vale do Rio Negro. Cada um desses territórios correspondia a novas rotas de exploração riquezas, fossem elas as drogas do sertão, fossem terras, a acrescentar ao patrimônio dos principais colonos, ou fossem, enfim, as populações indígenas escravizadas. Esse padrão econômico, baseado na coleta extrativista, na navegação fluvial e na escravização dos índios, juntamente com os aspectos geográficos da floresta equatorial, acabou diferenciando a nova colônia do restante da América Portuguesa. Por isso, desde 1626, eram duas as colônias de Portugal na América: O Brasil, que incluía o Nordeste e toda a parte meridional da colônia e o Grão-Pará e Maranhão, que incluía toda a Amazônia, o Maranhão e, junto com este, o Piauí e parte do Ceará. O que diferenciava essas duas colônias era, basicamente, o modo de produção: no Brasil, predominava a monocultura e, no Grão-Pará, a atividade extrativa. A igreja católica também fez parte dessa empresa colonizadora. Seu trabalho missionário, porém, entrava muitas vezes em concorrência com os interesses mercantis dos colonos, haja vista que as missões religiosas eram, ao mesmo tempo, grandes espaços de produção, com interesse na propriedade de terra, no comércio das drogas do sertão e na manutenção das populações indígenas nesses espaços de produção. O debate entre colonos e a igreja atravessou os séculos XVII e XVIII, até que, nesse momento, a nova mentalidade política em vigor na metrópole iniciou um processo de expropriação de seus bens e, também, de dinamização da economia local. Tratava-se da política do marquês de Pombal, personagem emblemático do despotismo esclarecido em Portugal. Carvalho e Mello, o famoso marquês, ministro de d. José I, passou a governar a nação com mãos de ferro após a grande tragédia que foi a destruição de Lisboa por um terremoto, seguido por um maremoto e por um imenso incêndio, em 1775. Seu projeto político privilegiava um novo padrão de economia mercantilista, o tráfico negreiro como instrumento de elevação da produção e a valorização de colônias portuguesas antes descentradas, como era o caso do Grão-Pará e Maranhão. Com efeito, a política externa de Portugal para a América, a partir desse último quartel do século XVIII, mudou nitidamente sua orientação, passando seu foco central da região do rio da Prata para o vale amazônico. Pombal promoveu mudanças significativas na estrutura social e econômica do Grão-Pará. Trouxe para a região centenas de especialistas, dentre cientistas, militares, engenheiros, naturalistas, desenhistas, arquitetos e geógrafos. À pretexto de demarcar os limites entre Portugal e Espanha promoveu um levantamento científico acurado da região, de sua hidrografia, fauna, flora e populações humanas. O conhecimento acumulado nesse projeto foi fundamental para firmar o direito do Grão-Pará sobre a parte mais extensa do território amazônico. Além disso, preocupou-se em colonizar melhor a região: da antiga praça colonial portuguesa de Mazagão, na África, trouxe 1.700 famílias, a grande maioria delas nobres e, do arquipélago dos Açores, trouxe também milhares de habitantes. Destituindo os frades jesuítas e mercedários de seu patrimônio material e expulsando-os do Grão-Pará, distribuiu suas posses entre militares fiéis. Nos antigos assentamentos missionários, firmando a liberdade dos índios, criou mais de trinta vilas e cidades. E também incrementou o comércio e o tráfico negreiro, criando para isso a Companhia Geral de Comércio do Grão-Pará e Maranhão. O objetivo era dinamizar a economia, incentivando o surgimento de múltiplas experiências, exitosas ou não, de atividades extrativistas ou monoculturas agrícolas, com o cacau, por exemplo, que passou a constituir uma riqueza importante da região. O interesse do marquês de Pombal no Grão-Pará era quase pessoal: nomeou seu próprio irmão como governante da província, um sobrinho seu como bispo do Pará e vários outros parentes e amigos para cargos de destaque na burocracia colonial que dizia respeito a esta colônia americana. Também incentivou o embelezamento de Belém: a construção do Palácio dos Governadores (atual Museu Histórico do Estado do Pará), a reconstrução das principais igrejas da cidade – como a Sé, Santo Alexandre, Carmo, Sant’Anna e São Joãozinho e de outros prédios públicos ou residenciais. Nessa atividade destacou-se o arquiteto bolonhês Antônio José Landi, que, como vários outros dos especialistas trazidos por Pombal, acabou por fixar residência na colônia. Porém, a destituição do marquês lançou o Grão-Pará e Maranhão num ciclo de decadência que perdurou por quase um século, até por volta de 1870. Nesse período a colônia experimentou muitas mudanças: a conturbada adesão à independência do Brasil, o surgimento da imprensa e de uma vida intelectual ativa e, mais que tudo, a experiência da guerra civil, que foi a Cabanagem. A Cabanagem, essa revolução popular tão mal compreendida pela história, foi um momento de explosão social com impacto demográfico e cultural que marcaram para sempre o Pará. Alguns historiados estimam que um terço da população morreu no conflito, que foi cheio de episódios trágicos. O movimento foi liderado pelas camadas populares. Iniciado em 1835, tomou Belém e espalhou-se por toda a Amazônia. Um governo do povo foi instalado e vigorou até 1838, quando a capital foi conquistada, novamente, pelas forças legalistas. Porém, os conflitos duraram até por volta de 1840. A partir de então o Pará começou a receber fortes punições pelo governo brasileiro. Colônia popular, indianizada, subversiva, independentista e arrivista, aos olhos de muitos, passou a perder gradativamente seu status. A língua geral, um misto de várias línguas indígenas amalgamadas com o latim, falada correntemente por todos os comerciantes e populações caboclas do vale amazônico e, praticamente, a língua do comércio no Ver-o-Peso e a língua da política, nos bairros populares de Belém, foi proibida. As populações caboclas foram, muitas vezes, perseguidas e as grandes propriedades agrícolas ou extrativistas deixaram de contar com a atenção e o apoio do governo central. Essa situação foi superada com a descoberta dos processos de vulcanização da borracha, o que permitia a sua utilização em indústrias diversificadas. Era a “Era da Borracha” que começava. Belém converteu-se numa praça comercial febril, centro do comércio mundial da borracha. A prosperidade era tão grande que esse período ficou conhecido como uma Belle Époque Amazônica. No imaginário burguês do período, a capital do Pará era a “petite Paris”, ou a “Paris n’ América”. Grandes lojas e magazines foram abertos, bem como bancos, casas seguradoras, empresas de crédito e firmas de toda sorte. Nesse período, por exemplo, o centro da cidade foi intensamente arborizado por mangueiras trazidas da Índia. Daí o apelido que até hoje estas árvores (já centenárias) dão à capital paraense. O Pará enriqueceu rapidamente, e toda a base econômica anterior, essencialmente diversificada, cedeu lugar, rapidamente, ao extrativismo “monocultor” do látex. A proclamação de República, em 1889, não teve impacto maior sobre a formação das classes dominantes locais – como, de resto, em todo Brasil, e os mesmos instrumentos de reprodução e controle social foram mantidos em sua essência, mesmo com o fim da escravidão. A débâcle, ou melhor, a queda da economia seringueira, se deu repentinamente e, tal como na sucessão do ciclo de desenvolvimento pombalino, gerou décadas de estagnação. O fato é que a maior parte da riqueza gerada pela borracha não foi internalizada, ou seja, não foi transformada em capital de investimento. Ainda que uma parte dela tenha dado origem a uma pequena, mas importante atividade industrial, a maior parte foi usada em bens de consumo ou transferida para praças mais sólidas, como Lisboa – com quem sempre Belém teve uma relação de proximidade intelectual e comercial – e Rio de Janeiro, capital da república, para onde boa parte das elites paraenses se deslocaram com a crise da borracha. Com o declínio dos dois ciclos da borracha, veio uma angustiante estagnação, da qual o Pará só saiu na década de 1960, com o desenvolvimento de atividades agrícolas no sul do Estado. A partir da década de 1960, mas principalmente na década de 1970, o crescimento foi acelerando com a exploração de minérios (principalmente na região sudeste do estado), como o ferro na Serra dos Carajás e do ouro em Serra Pelada. (Fonte: Governo do Pará) Leia mais Estado do Pará - 11/07/2013
  • NULL... Leia mais Belém - 02/07/2013
  • O Çairé é uma manifestação folclórica e religiosa encontrada na ilha de Alter-do-Chão, a 30 quilômetros de Santarém, no oeste do Pará. Atualmente acontece no mês de setembro. A festa atrai milhares de turistas que, durante três dias, cantam, dançam e participam de rituais religiosos e profanos,... resultantes da miscigenação cultural entre índios e portugueses.   Consta que a festa foi criada pelos índios como forma de homenagear os portugueses que colonizaram o médio e o baixo Amazonas. Sua origem está no fato de que os colonizadores que aportavam em nossas terras exibiam seus escudos. Os índios então faziam o seu "ÇAIRÉ", como foi chamado o símbolo que é carregado nas procissões, imitando o escudo usado pelos portugueses. O escudo dos índios era feito de cipó recoberto de algodão e outros adornos, enfeitado de tiras de várias cores e rosetas de pano colorido.     Como os símbolos dos portugueses possuíam cruzes, o Çairé também possui, só que neste, as cruzes representam o mistério da Santíssima Trindade. O caráter religioso também é atribuído aos frades jesuítas, que teriam criado o símbolo para ajudar na catequese dos indígenas.   Os preparativos para o Çairé começam com a procura pelos troncos que servirão de mastros, na abertura da festa. Os troncos escolhidos são enfeitados com folhas, flores e frutos, levantados em competição acirrada entre homens e mulheres para ver qual grupo consegue levantar o mastro em primeiro lugar.   A festa do Çairé tem ainda procissões, ladainhas, torneios esportivos e um festival folclórico, que conta com a apresentação de todos os grupos de Santarém e Alter-do-Chão, quando se tem uma mostra da riqueza cultural da região.   No último dia acontece a "varrição da festa", seguida da derrubada dos mastros, do "marabaixo", do "quebra-macaxeira" e da "cecuiara", um almoço de confraternização no final da festa com pratos típicos. Leia mais Çairé - 05/12/2012
  • São Domingos do Capim   Origem: Wikipédia, a enciclopédia livre. Município de São Domingos do Capim     Localização de São Domingos do Capim no Brasil 01° 40' 30" S 47° 46' 30" O ... > Unidade federativa Pará Mesorregião Nordeste Paraense IBGE/2008 [1] Microrregião Guamá IBGE/2008 [1] Distância até a capital 130 km Características geográficas Área 1 677,080 km² [2] População 29 827 hab. IBGE/2010[3] Densidade 17,79 hab./km² Altitude 20 m Clima Média de 35º Fuso horário UTC−3 Indicadores IDH 0,625 médio PNUD/2000 [4] PIB R$ 67 401,972 mil IBGE/2008[5] PIB per capita R$ 2 416,10 IBGE/2008[5]   São Domingos do Capim, antes conhecido como São Domingos da Boa Vista. Tem sua origem dos tempos coloniais, das primeiras incursões portuguesas nos rios Guamá, Capim e Guajará. Em 19 de agosto de 1932, com o Decreto Estadual nº 720, a denominação do município foi alterada, passando a se chamar São Domingos do Capim. A cidade tem como Santo Padroeiro São Domingos de Gusmão.É palco de uma das etapas do Campeonato de Surf na pororoca[1], realizada anualmente entre março e abril, onde se encontram surfistas do mundo inteiro. É um município do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 01º40'27" sul e a uma longitude 47º46'16" oeste, estando a uma altitude de 20 metros. Sua população estimada em 2007 era de 32.958 habitantes. Possui uma área de 1691,959 km². A cidade é conhecida por sediar um campeonato mundial de surf na pororoca. [editar]Como chegar   Seguindo de Belém pela BR-316 e entrando na PA-127, chega-se à colônia 3 de Outubro, em Castanhal. A travessia para São Domingos é feita de barco. Há balsa para carros particulares e ônibus de turismo. São 130 km, em viagem de duas horas. Leia mais São Domingos do Capim - 11/07/2012
  • Cametá é um município brasileiro do estado do Pará. Localiza-se a uma latitude 02º14'40" sul e a uma longitude 49º29'45" oeste, estando a uma altitude de 150 metros. Sua população estimada em 2006 era de 106 814 habitantes. Possui uma área de 3122,899 km². Foi elevada a município em 1635.... > História   Cametá situado à margem esquerda do Rio Tocantins, linha do seu território habitados por nativos denominados de “Caamutás”. Em seu território habitavam outras tribos, todos pertencentes ao grupo étnico dos Índios Tupinambás. A denominação Cametá, de origem Tupi, relaciona-se ao fato dos Índios Camutás, construírem nos troncos das árvores casas para espera de caça, conhecida também como “Caa-muta”, que em linguagem nativa, significa armação elevada de copa de árvore, pois “Caa” é explicado como Mato, floresta ou bosque e “Muta” como degrau, armação ou elevação. Logo depois da fundação da cidade de Belém, os colonizadores foram atraídos pelas riquezas da região do Rio Tocantins. Apesar das lutas entre portugueses, franceses e holandeses, empenhados na conquista da Calha Amazônica, os portugueses utilizando-se da cruz e da espada fixaram-se à margem esquerda do Rio Tocantins por primeiro. Em 1617, Frei Cristóvão de São José, religioso dos Padres Capuchos da Ordem de Santo Antônio, sobe o Rio Tocantins, desembarcando “numa margem de terra à esquerda do Rio”. É o início da civilização Cristã entre os índios Camutás. Agindo com persistência e paciência, atrai a tribo para próximo da ermida que havia construído. Começa, então, a serem habitadas as terras que Frei Cristóvão havia desbravado. Assentando os alicerces de futuras capitanias, o Capitão-Mor Feliciano Coelho de Carvalho, no ano de 1632, organiza uma expedição para combater os estrangeiros que invadiam a região. Dois anos depois, o Governador da Província criou a Capitania de Cametá em favor de Feliciano. O povoado é elevado à categoria de Vila, com o nome de Vila Viçosa de Santa Cruz de Cametá, em 1635, tendo como Santo Padroeiro São João Batista. De Cametá saíram varias expedições exploratórias, como a de Pedro Teixeira, em 1673, com o Padre Antônio Vieira. No começo do século XVIII, verificou-se a mudança da Vila, do local onde foi erguida inicialmente, para onde hoje está a cidade, lugar chamado pelos índios de Murajuba por causa do fenômeno natural da erosão de sua ribanceira (margem). Em 21 de Outubro de 1848, Cametá obteve o status de cidade. Em 1823, ocorriam no Pará lutas entre nacionalistas e conservadores, pois os portugueses continuavam a assumir os cargos de maior expressão no Governo da Província mesmo depois da Independência do Brasil. Vários motins se sucederam, ora dirigidos por uma corrente, ora por outra. Nesse mesmo ano, ocorre um fato que vem a acirrar mais ainda o ódio dos “nativos” contra os estrangeiros, fato que teve como principal agente o oficial inglês John Pascoe Grenfell, devido às mortes ocorridas no brigue Palhaço, o que elevou ao auge o descontentamento dos Nacionalistas. Nasceu assim a Cabanagem, explosão cívica de maior repercussão revolucionária na História da Amazônia e do Brasil Regência. A cidade de Cametá teve papel destacado durante todo o movimento. Foi de Cametá que o Dr. Ângelo Corrêa saíu para Belém, atendendo ao chamado do Governo Cabano chefiado por Antônio Vinagre, para assumir a presidência da província. Após uma série de desentendimentos, não pôde assumir o governo. Retorna a Cametá onde deliberadamente toma posse do cargo perante a Câmara Municipal. Assim, por um breve período, Cametá foi a sede do Governo da Província. Reconhecidamente, Cametá sempre teve destacado papel na história do Estado do Pará. O município passou pelos ciclos econômicos típicos da Amazônia. Assim, se favoreceu bastante dos ciclos da borracha e do cacau. O último, com bastante importância local, foi o da pimenta-do-reino, embora oficialmente não seja caracterizado propriamente um ciclo. Esses ciclos favoreceram algumas melhorias nas condições de vida da população. Apesar de a cidade de Cametá ter sido declarada Patrimônio Histórico Nacional, poucos são os benefícios advindos disso que possam fomentar a tão importante atividade econômica do turismo. Não é visível a preservação dos prédios públicos e, particularmente, os de real valor histórico no município. A Câmara Municipal está praticamente em ruínas. Alguns documentos históricos estão no Museu de Cametá, embora sem catalogação. Parte do casario antigo da Primeira Rua foi demolido ou assolado pela erosão do rio, que já desgastou muito a orla da cidade. Ainda há a destacar os prédios antigos, como as igrejas de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro, da Aldeia, da Matriz, o Grupo Escolar D. Romualdo de Seixas e a Prefeitura. Esses prédios integram um roteiro turístico chamado de Museu Contextual, organizado pela Secult. Agora, com a tão ansiada energia elétrica de Tucuruí, gerada pelas usinas que represaram o Rio Tocantins, busca-se atrair capital para geração de renda e produção na cidade e nas vilas que também foram beneficiadas. Um exemplo desse movimento é a Fazenda Dulluca, que, através da fruticultura, busca geração de trabalho e renda para a comunidade Livramento, onde está situada. Atualmente, algo que traz muita renda para a cidade é o carnaval, conhecido como sendo o melhor de todo o Pará. Bastante cultural e alegre, o carnaval de Cametá chega a dobrar o número de habitantes da cidade durante o evento. Fonte: Wikkipédia   Leia mais Cametá - 13/07/2012
  • História A colonização do município de Paragominas foi efetivada com camponeses pioneiros, que chegaram à região, antes da construção da rodovia Belém-Brasília, no final da década de 50, seguidos pelas primeiras companhias colonizadoras: Colonizadora Belém-Brasília, Coloniza... dora Marajoara e Cidade Marajoara, que não obtiveram êxito. Mais tarde, o governo federal divulgou a instalação de uma colônia federal na região, que nunca chegou a se estabelecer, bem como os planos estaduais para a formação de duas colônias naquele território. Registra-se, também, que antes mesmo da chegada dos camponeses, com autorização do Governo do Estado, empresários de Goiás haviam penetrado na floresta, ao longo do rio capim, com o objetivo de efetuar levantamentos e titular terras para compradores de Uberaba, em Minas Gerais, e Itumbiara, em Goiás. Posteriormente, a proximidade da estrada Belém-Brasília provocou uma grande procura pela terra entre proprietários de Minas Gerais e Espírito Santo, além de companhias de especulação de terras de São Paulo, ao mesmo tempo em que camponeses penetravam em terras da região, com o objetivo de enfrentar a competição com os “grileiros”, que emitiam títulos falsos e os asseguravam, através do uso da força. Houve uma rápida concentração de propriedade, nesse clima de violência, e as tentativas de colonização fracassaram. O município obteve autonomia em 1965, durante o Governo de Jarbas Gonçalves Passarinho, com a Lei nº 3.235, de 4 de janeiro, formado com área desmembrada de parte do distrito de São Domingos do Capim e parte do distrito de Camiranga, que pertencia ao Município de Viseu. Paragominas, em 10 de maio de 1988, através da Lei nº 5.450, no Governo Hélio Mota Gueiros, teve sua área desmembrada para criação do Município de Dom Eliseu, antigo povoado chamado Felinto Muller, que foi elevado à condição de distrito, passando a se chamar Dom Eliseu. O primeiro prefeito de Paragominas Amílcar Batista Tocantins, foi nomeado pelo governo federal. Sua denominação constitui a abreviação do nome de três Estados: Pará, Goiás e Minas Gerais. O município também atraiu na década de 90 e ainda no início do século XXI uma expressiva massa imigratória de sulistas, dos quais alguns eram empresários do setor de agricultura e muitos desempregados que tentavam uma vida melhor com emprego e custo de vida baixo. Geografia Localiza-se a uma latitude 02º59'45" Sul e a uma longitude 47º21'10" Oeste, estando a uma altitude de 90 metros. Sua população estimada em 2010 era de 97.788 habitantes. Possui uma área de 19.395,69 km². Economia A cidade vem recebendo uma significativa quantidade de imigrantes de outras regiões brasileiras impulsionados pela presença da mineradora VALE na cidade, que está trabalhando na extração de bauxita, que vendeu seus royalties para a HYDRO . A noticia sobre a presença dessa empresa na cidade atraiu milhares de pessoas que buscavam oportunidades de emprego. Além da VALE, várias outras empresas de Grande Porte começaram a se instalar no município.No final de 2010, instalou - se em Paragominas a primeira fábrica de MDF,das regiões norte, nordeste e centro-oeste do Brasil, o produto é feito a partir de madeira reflorestaada, o que garante o desenvolvimento sustentável da região e está em fase de implantação de uma termoelétrica no município que funcionará a partir da queima do pó de serra, a previsão é que esta entre em operação em junho de 2012 Tem instalada uma Vara do Trabalho, um Fórum do tribunal de Justiça do Estado do Pará com três varas, Superintendência de Polícia Civil, 19º Batalhão de Polícia Militar e Corpo de Bombeiros. O município é sede da Subseção da OAB. E agora com a presença do prédio da Justiça Federal inaugurada em 23-03-2012 Lá, até a década passada, desmatava-se como em poucos outros lugares da Região Norte. Prova disso é que o município já abrigou o maior polo madeireiro ilegal do país. E essa ilegalidade veio acompanhada de violência, o que fez com que muitos se referissem à cidade como “Paragobalas”. Nos idos de 2000, graças à presença de centenas de carvoarias, ela estava constantemente imersa numa nuvem de fumaça. Foi então que um fato fez com que a cidade mudasse radicalmente a rota: em fevereiro de 2008, o Ministério do Meio Ambiente soltou uma lista com os nomes dos 36 municípios campeões em desmatamento no país, e lá estava Paragominas — exposta como vilã da floresta aos olhos de todo o país e impedida legalmente de ter qualquer acesso a crédito em bancos públicos ou privados. O inferno era ali. Revolução A notícia assustou Adnan Demachki, que era prefeito da cidade na época e ainda permanece no cargo. “Sou advogado e sei o estrago que uma ação como essa pode fazer”, diz. Ele, então, começou a mobilizar as lideranças locais para fazer o que fosse necessário para tirar Paragominas da lista negra. Demachki é dono de um discurso convincente e não teve muitos problemas para conquistar aliados. Um deles é o fazendeiro Mauro Lucio de Castro Costa, que há dois anos preside o Sindicato dos Produ­tores Rurais. Talvez mais surpreendente, Demachki também não teve de se esforçar muito para fazer com que ONGs ambientalistas de peso, como a The Nature Conservancy (TNC) e o Instituto do Homem e Meio Ambiente da Amazônia (Imazon), colaborassem. Em março de 2010, Paragominas voltou a ser notícia, mas por um bom motivo. O município foi o primeiro do país a deixar a lista negra. Para isso, havia cumprido à risca três exigências: reduzir o desmatamento para menos de 40 quilômetros quadrados por ano, ter uma taxa média de desmatamento dos dois últimos anos menor do que 60% do registrado entre 2005 e 2008 e fazer com que 80% de seu território tivesse o Cadastro Ambiental Rural (CAR) — um diagnóstico das propriedades, primeiro passo para a regularização ambiental. O fato é que a história de Paragominas tem mesmo rendido bons frutos. Em março, valendo-se de erros e acertos da cidade, o governo do Pará lançou o programa Municípios Verdes. Seu objetivo é incentivar e dar subsídios a outras 143 cidades para que elas também entrem na onda verde. Fonte: Wikkipédia   Leia mais Paragominas - 12/07/2012
  • Tucuruí é um município da Microrregião de Tucuruí, na Mesorregião do Sudeste Paraense, no estado do Pará, no Brasil. O município tem 97 109 habitantes (2010) e 2 086 km². Possui a maior usina hidrelétrica totalmente brasileira e a quarta do mundo, a Usina Hidrelétrica Tucuruí, construída... e operada desde 22 de novembro de 1984 pela Eletronorte. Essa usina hidrelétrica formou um lago imenso, onde foram formadas ilhas com a mais diversa quantidade de espécies. É praticado, desde 2009, sempre no último final de semana do mês de maio, o Torneio de Pesca Esportiva de Tucuruí, cujo objetivo é a pesca do maior tucunaré, um peixe muito competitivo. São distribuídos vários prêmios aos participantes, que vêm de diferentes partes do país e até de outros países para pescar.   "Tucuruí" é uma palavra de origem tupi e significa "água do gafanhoto", através da junção dos termos tukura ("gafanhoto") e 'y ("água").   Origem   A região do município em suas raízes era habitada por povos indígenas das tribos dos assurinis-do-tocantins, paracanãs e gaviões. Essas tribos de hábitos nômades diferenciavam-se entre si por seus troncos étnicos e linguísticos. Os primeiros fatos históricos e registros da cidade, no entanto, datam apenas de 1781, quando o governador Telles de Menezes fundou a Vila de Pederneiras. A fundação realmente se efetivou com a construção em 1782 do forte de Fachina, denominado Nossa Senhora de Nazaré, criando o registro de Alcobaça. O forte tinha a finalidade de fiscalizar a navegação no Rio Tocantins e o contrabando de ouro vindo de Goiás e Mato Grosso feito pelo rio.   Em 1870, o governador do Pará criou a freguesia de São Pedro no lugar de Pederneiras, integrada ao munícipio de Baião, então o principal núcleo populoso desse trecho do Tocantins. Em 1875, a freguesia de São Pedro de Pederneiras muda de localidade e denominação, passando a se chamar São Pedro de Alcobaça e situando-se na onde hoje é a cidade.   Estrada de Ferro Tocantins   Em 1894, instalou-se, em Alcobaça, a Companhia de Navegação Férrea Fluvial/Araguaia-Tocantins, com objetivo de construir a Estrada Ferro Tocantins ligando Alcobaça até a Praia da Rainha no município de Itupiranga (175 km), vencendo o trecho de corredeiras do rio Tocantins melhorando assim o intercâmbio com o estado de Goiás. Em 1895, inicia-se a construção da estrada e inúmeras pessoas deslocam-se para a região em busca de trabalho, principalmente nordestinos, mocajubenses e cametaenses.   As obras enfrentavam grandes dificuldades a malária vitimava um grande número de trabalhadores e os desníveis e a grande quantidade de igarapés da região atrapalhavam a execução do projeto. Os índios entretanto, desde os primeiros tempos foram pacificados e não causaram grandes problemas. O projeto da estrada margeava o rio, devido ao receio dos engenheiros em adentrarem a floresta, talvez esteja aí o motivo do fracasso do projeto que somente em 1946 recebeu sua primeira locomotiva, mais de cinquenta anos depois do início de sua construção e, na década de 1970, teve sua operação interrompida. A memória dessa estrada não foi devidamente preservada, a estação virou mercado e a única locomotiva restante encontra-se em frente ao Centro Cultural da   Eletronorte, na Vila Permanente. A via férrea por onde passava hoje é a Rua Santo Antônio.   Emancipação   No governo de Magalhães Barata em 1943, a cidade passa a categoria de povoado e recebe a denominação de Tucuruí(que permanece até hoje). No dia 31 de dezembro de 1947, Tucuruí é desmembrada de Baião e é elevada a categoria de município. A primeira eleição é realizada em 13 de maio de 1948, tendo sido eleitos: Alexandre José Francês, prefeito, e Nicolau Zumero, vice-prefeito. O município é instalado em 29 de maio de 1948, com a posse dos vereadores e do prefeito, porém, por não ter sido instalado por um juiz de direito, contrariando a lei vigente, é reinstalado em 26 de junho de 1948 por um juiz da comarca de Cametá.   Nessa época a base econômica da cidade era a extração da castanha-do-pará e o comércio de madeira, tornando o local um movimentado entreposto comercial na região do Araguaia-Tocantins.   Geografia   Hidrografia O maior acidente geográfico de Tucuruí é o Rio Tocantins. As cabeceiras do Tocantins estão numa altitude aproximada de 1.100 metros, na Serra do Paranã, cerca de 60 quilômetros ao norte de Brasília. Nasce com o nome de Rio Maranhão e toma o nome de Tocantins após a confluência com o Rio Paranã. Após um percurso total de cerca de 2.400 quilômetros, desemboca na baía de Marapatá (Rio Pará), nas proximidades da cidade de Belém. Os últimos 360 quilômetros do Tocantins apresentam o trecho do lago de Tucuruí, encobrindo antigos desníveis que ali existiam, seguindo pelo trecho até a foz, com declividade insignificante, sofrendo, inclusive, a influência das marés. O imenso Lago Artificial formado ao se barrar o rio Tocantins enche 2.875 km², criou um novo ecossistema na região, um imenso lago artificial, composto de 1.700 ilhas, sendo toda esta área, até 200 metros em seu entorno, pertencente à Eletronorte, ou seja, ao Governo Federal. Hoje são necessários 35 dias para que toda a água do lago da Usina Hidrelétrica Tucuruí – um total de 45,8 bilhões de m³ – seja renovada.   Clima   O clima é equatorial quente e úmido apresentando temperaturas médias mensais entre 21,9°C e 34°C, com média anual de 26°C. A umidade relativa do ar varia de 73% a 93% e a precipitação anual fica em torno 1.976 mm. O período mais chuvoso inicia-se em janeiro e termina em março, e o mais seco vai de julho a setembro.   Economia   Além da usina hidrelétrica, principal fonte econômica do município, a economia também desenvolve-se em outros setores. No setor primário predominam o extrativismo vegetal, a agricultura rudimentar, a pecuária extensiva e a pesca (recetemente foi implantado um projeto de tanques rede na região do lago). No setor secundário, ainda pouco expressivo, destaca-se a construção civil e a indústria de laticínios, que abastece a região com leites, iogurtes e queijos. O setor terciário, predominante no município, apresenta comércio diversificado ( supermercados, farmácias, lojas de eletrodomésticos, de informática e de vestuário, entre outras) e serviços como agências bancárias, casa lotérica e estabelecimentos de ensino e saúde.   Usina hidrelética   Os primeiros estudos para a construção de uma hidrelétrica que aproveitasse o potencial do rio Tocantins iniciaram-se por volta de 1957 e seguiram durante a década de sessenta. Com o início da ditadura militar foi implantado no sul do estado o Projeto Grande Carajás, visando o desenvolvimento da Amazônia oriental através da atividade minero-metalúrgica e de projetos agropecuários-florestais. No entanto, para a consolidação desse projeto, Tucuruí tornava-se ponto decisivo.   Na década de 1970, iniciaram-se os trabalhos para a construção da hidrelética e o município começou a ganhar a infraestrutura necessária. Foram construídos um aeroporto e vilas para abrigar os operários, engenheiros e demais funcionários da obra (Vilas Permanente e Temporárias I e II). As vilas da Eletronorte são verdadeiros condomínios fechados, contando com água e esgoto tratados, ruas pavimentadas, supermercados, escolas, creches, clubes, entre outras comodidades. A usina teve sua primeira etapa concluída em 1984 e foi inaugurada pelo presidente João Figueiredo, com potência instalada de 4 000 megawatts. A segunda etapa é concluída apenas em meados de 2007 elevando a capacidade para 8 000 megawatts. A Usina Hidrelétrica de Tucuruí mudou radicalmente a base econômica, a população e as perspectivas da cidade, que pode ter sua história dividida em dois momentos muito distintos: o antes e o depois da hidrelétrica.   Atualidade   Tucuruí, hoje, é uma cidade em constante crescimento. Os royalties da usina alimentaram, durante muito tempo, o crescimento da cidade. No entanto, com a sua última obra, a eclusa, em finalização, faz-se necessário um planejamento do futuro da cidade.   A eclusa pode ser uma alternativa, já que por ela vai passar grande parte da produção da Região Centro-Oeste do Brasil. O aproveitamento desse potencial e do turismo na região, que possui grande beleza e diversidade natural, são possibilidades viáveis para o desenvolvimento da região no pós-usina. Fonte: Wikkipédia Leia mais Tucurui - 11/07/2012
  • Marabá é um município brasileiro situado no interior do estado do Pará. Pertencente à mesorregião do Sudeste Paraense e à microrregião homônima, está a sul da capital do estado distando desta cerca de 485 quilômetros. Sua localização tem por referência, o ponto de encontro entre dois grandes rios... , Tocantins e Itacaiunas, formando uma espécie de "y" no seio da cidade, vista de cima. É formada basicamente por seis distritos urbanos interligados por rodovias. O povoamento da região de Marabá se deu nos fins do século XIX, com a chegada de imigrantes goianos e maranhenses. A emancipação municipal ocorreu em 1913, com seu desmembramento do município de Baião. O desenvolvimento do município durante um grande período foi dado pelo extrativismo vegetal, mas com a descoberta da Província Mineral de Carajás,] Marabá se desenvolveu muito rapidamente, tornando-se um município com forte vocação industrial, agrícola e comercial.[9] Hoje Marabá é um grande entroncamento logístico, interligada por cinco rodovias ao território nacional, por via aérea, ferroviária e fluvial. Atualmente o município é o quarto mais populoso do Pará, contando com aproximadamente 238.708 mil habitantes segundo o IBGE/2011,[3] e com o 5º maior PIB do estado em 2009, com 3.058.909,000 mil, o seu IDH é 0,714, sendo considerado médio pelo PNUD/2000[4] e sua renda per capita em 2009 era de 15.064,88.[5] É o principal centro socioeconômico do sudeste paraense e uma das cidades mais dinâmicas do Brasil. Marabá tem como característica sua grande miscigenação de pessoas e culturas, que faz jus ao significado popular do seu nome: "filho da mistura".[nota 1] A cidade também é conhecida como Cidade Poema, pois seu nome foi inspirado no poema Marabá do escritor Gonçalves Dias.   Etimologia   A etimologia da palavra "Marabá" é de um vocábulo indígena "mayr- abá", que significa filho do estrangeiro com a índia ou ainda, fruto da índia com o branco. Um poema escrito por Gonçalves Dias inspirou Francisco Coelho a denominar o seu armazém de aviamento de Casa Marabá, no então povoado de Pontal. O armazém, na verdade um grande barracão, servia aos pioneiros de todo tipo de secos e molhados. Lá, segundo a tradição, Coelho comprava o caucho coletado, andiroba, copaíba, frutos da mata, caças diversas, e nos fundos mantinha um cabaré, com a venda de bebidas e shows com mulheres que ele mesmo mandava vir do extremo leste da Amazônia. Somente em 1904 a subprefeitura do "Burgo do Itacaiúnas", é transferida para o povoado de Pontal, na época com 1500 habitantes, com o nome de Marabá. É a primeira vez que esta denominação aparece em um documento oficial.   História   Colonização e povoamento   A índia Marabá, óleo sobre a tela de João Batista da Costa. O povoamento da bacia do Itacaiunas tem na formação do município um papel importante, porque apesar dessa região ter sido explorada pelos portugueses ainda no século XVI, permaneceu sem ocupação definitiva durante quase 300 anos. Contudo desde tempos imemoriais a região entre os rios Tocantins/Xingu onde hoje se assenta o município de Marabá foi habitada pelos grupos indígenas Gaviões e Kayapó[nota 2] ambos do povo Timbira, pertencentes ao tronco linguístico Macro-Jê. Os grupos Gaviões e Kayapó recusaram contato com o colonizador por muito tempo, só o aceitando a partir da segunda metade do século XX. Somente em 1892 é que, de fato, a região foi ocupada por colonizadores. Os primeiros a participarem da formação do povoado de Marabá em 1892 foram chefes políticos foragidos de guerrilhas que tinham como palco o norte de Goiás, mais precisamente a cidade de Boa Vista. O pioneiro Carlos Gomes Leitão, acompanhado de seus familiares e auxiliares de trabalho, deslocou-se para o sudeste do Pará, estabelecendo seu primeiro acampamento em localidade situada em terras margeadas pela confluência dos rios Tocantins e Itacaiúnas. Fixando-se em definitivo, depois de um ano de observações, na margem esquerda do Tocantins, cerca de 10 km rio abaixo do outro acampamento, em local a que denominou Burgo. Do ponto em que se instalara começou a abrir caminho mata adentro a procura de campos naturais que servissem para criação de bovinos. Em uma dessas incursões, um de seus trabalhadores desferiu um tiro casual em certa árvore até então desconhecida, cujo tiro fê-la derramar em abundância um liquido leitoso, que, certo tempo após tocar o solo, coagulou-se espontaneamente. Em 1894, o imigrante goiano segue para a capital da província para ter reunião com o então presidente do Grão-Pará, José Paes de Carvalho, a quem solicitou colaboração, visto a necessidade de se colonizar o Sul da província, tendo sido contemplado com seis contos de reis em dinheiro e estoque de medicamentos que seriam particularmente empregados no combate à malária e outras doenças tropicais. Conseguido seu intento de ajuda e por terem os testes do leite vegetal endurecido comprovado que se tratara de legítima borracha de caucho, Leitão, de volta ao Burgo, difundiu a informação a todos da pequena colônia. No ano seguinte começavam a chegar às primeiras levas de pessoal para extração do caucho. O maranhense e comerciante Francisco Coelho da Silva teria sido um dos primeiros a estabelecer-se no local, entre os rios Tocantins e Itacaiúnas. O objetivo era negociar com os extratores de Caucho, que passando pela foz do rio Itacaiúnas, subiam o rio Tocantins. Os registros atribuem a Francisco Coelho o nome da cidade. Ele teria instalado no local uma casa comercial cujo nome era uma homenagem ao poeta Gonçalves Dias.   Formação do município   Embarque de castanha-do-pará em pequenas embarcações. Desse entreposto comercial, onde o "Itacaiúnas desaguando no Tocantins, apertando uma faixa de terra em forma de península",[nota 3] surgia a cidade de Marabá. Por isso em homenagem ao seu fundador, o nome oficial do bairro mais antigo da cidade é Francisco Coelho. Criado em 27 de fevereiro de 1913 por reivindicação da comunidade marabaense, o município só foi instalado formalmente em cinco de abril do mesmo ano, data que passou a ser comemorada como seu aniversário e só recebeu o título de cidade em 27 de outubro de 1923, através da lei estadual nº 2207. O primeiro Intendente Municipal, cargo à época correspondente ao de prefeito, foi o Coronel Antonio da Rocha Maia, escolhido e nomeado na data de cerimônia de instalação. As frentes migratórias para a região de Marabá, a partir de meados da década de 20, destinavam-se especialmente, a extração e a comercialização de castanha-do-pará e, desde os fins dos anos 30, no garimpo de diamante nos pedrais do rio Tocantins. A cidade recebia imigrantes vindos de várias regiões do Brasil, principalmente da Bahia, Ceará, Piauí, Goiás, Paraíba, Maranhão, mas também imigrantes Palestinos e Libaneses, constituindo uma camada importante na sociedade local. Em 1929, a cidade já se encontra iluminada por uma usina à lenha e em 17 de novembro de 1935 o primeiro avião pousa no aeroporto recém inaugurado na cidade. Nesse período, a cidade era composta por 450 casas e 1500 habitantes fixos. Década de 1970 Com a abertura da PA-70 (atualmente um trecho da BR-222), em 1969, Marabá é ligada à Rodovia Belém-Brasília. A implantação de infra-estrutura rodoviária fez parte da estratégia do governo federal de integrar a região ao resto do país. Além disso, o plano de colonização agrícola oficial, a instalação de canteiros de obras, especialmente a construção da Hidroelétrica de Tucuruí, a implantação do projeto Grande Carajás e a descoberta da mina de ouro da Serra Pelada, aceleraram e dinamizaram as migrações para Marabá nas décadas de 1970 e 1980. Em 1970, o município foi declarado Área de Segurança Nacional (Decreto-lei nº 1.131, de 30 de outubro de 1970), condição que perdurou até o fim da ditadura militar em 1985.[29] Aliado ao fato de a região ser estratégica para a política de integração, ela foi o ambiente da Guerrilha do Araguaia, resultando numa presença ostensiva das tropas do Exército Brasileiro, tornando a cidade uma das bases de operações das tropas federais. Também em 1970 foi criado o PIN (Programa de Integração Nacional) que, dentre outras medidas, previa a construção da rodovia Transamazônica, cujo primeiro trecho foi inaugurado em 1971, juntamente com a criação de um posto do INCRA (Instituto Nacional de Colonização e Reforma Agrária) em Marabá.   Década de 1980   Praça Duque de Caxias. Em 1980 a cidade é assolada pela maior enchente da sua história, o Rio Tocantins sobe 17,42 metros. Em consequência disto há uma reformulação no planejamento, sobre crescimento e expansão urbana da cidade. Em 1984, entra em funcionamento a Estrada de Ferro Carajás, e em 1988 dá início aos preparativos para a instalação de indústrias siderúrgicas, para produção de ferro-gusa, negócio que veio trazer grandes benefícios econômicos para o município. Em 1985 Marabá deixa de ser área de Segurança Nacional e na eleição para prefeito - a primeira eleição direta realizada sob a égide da Nova República - Hamilton Bezerra (PMDB) derrota Vavá Mutran (PDS), cessando uma longa hegemonia na política local, da chamada "oligarquia da castanha". Tal fato aconteceu devido o apoio de boa parte das lideranças camponesas, do então governador Jader Barbalho e de movimentos sociais. Em 1987 ocorreu um conflito que ficou conhecido como o Massacre de São Bonifácio ou Guerra da Ponte. A peleja ocorreu entre os garimpeiros de Serra Pelada e a Polícia Militar do Pará com o auxílio do Exército Brasileiro. A manifestação que gerou o massacre, bloqueou o acesso à Ponte Mista de Marabá e pedia a reabertura de Serra Pelada com o rebaixamento da cava do garimpo. O governo informou inicialmente que duas pessoas morreram, depois acresceu esse número para nove, contudo há registros que constam que houve setenta e nove garimpeiros desaparecidos em decorrência do conflito, no entanto, por parte das tropas da Polícia e do Exército não houve registros de baixas. Tal episódio tem características muito semelhantes aos do Massacre de Eldorado dos Carajás, em 1996, contudo este ocorreu nove anos antes, na ponte sobre o Rio Tocantins.   Fatos recentes   Em 5 de abril de 1990 é promulgada a Lei Orgânica do município de Marabá. A população do município aumentou significativamente durante a década de 1990, e em meados de 1998 o número de habitantes fixos alcançava 157.884, no ano seguinte, a cidade, se firma como a sede de grandes eventos de repercussão nacional. Em consequência de diversas reformas no campo econômico e social o município, durante os anos de 1998 até 2010, recebeu uma grande massa de investimentos, que culminou no fato da cidade ter se tornado um pólo industrial metal-mecânico. A população atual está em torno de 238.708 habitantes, segundo as estimativas oficiais, e o crescimento desses números é inevitável, já que a cidade está em processo de desenvolvimento acelerado e recebe muitas pessoas vindas de outras localidades.   Geografia   Ver artigo principal: Geografia de Marabá Ocupando uma área de 15.092,268 km², Marabá conta atualmente com 238.708 habitantes, é a nona cidade mais populosa da Amazônia. A sede municipal apresenta as seguintes coordenadas geográficas: 05º 21' 54" latitude Sul e 049º 07' 24" longitude WGr. Localizada no sudeste do Pará, na microrregião de Marabá, limita-se com os municípios de: Novo Repartimento, Itupiranga, Nova Ipixuna e Rondon do Pará (ao norte); São Geraldo do Araguaia, Eldorado dos Carajás, Curionópolis e Parauapebas (ao sul); Bom Jesus do Tocantins, São João do Araguaia e São Domingos do Araguaia (ao leste); e São Félix do Xingu (ao oeste).   Relevo A topografia do município de Marabá apresenta as maiores altitudes da região Sudeste do Pará, através das serras dos Carajás, Sereno, Buritirama, Paredão, Encontro, Cinzento e Misteriosa. Desse complexo, destaca-se a serra dos Carajás, como a de maior porte. Entretanto, é na serra do Cinzento que se encontra a altitude máxima do município de Marabá, com 792 metros. As serras dos Carajás, Cinzento e Buritirana estão situadas em áreas de conservação, sob jurisdição federal, denominadas de Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri e a Reserva Biológica do Tapirapé, onde se encontram diversas cavernas. Suas formas de relevo estão englobadas pela unidade morfoestrutural denominada de Depressão Periférica do Sul do Pará, onde dominam os planaltos amazônicos.   Vegetação     Em destaque, uma Bertholletia excelsa, árvore símbolo do município. É bastante diversificada a cobertura vegetal do município de Marabá. A fitofisionomia das florestas do município de Marabá se caracteriza por três tipos: A floresta ombrófila aberta, a floresta ombrófila densa e as áreas antrópicas. Na área urbana de Marabá predominam as florestas antrópicas. Por apresentar esta característica tão diversa o município detém um dos maiores patrimônios naturais do Brasil, abrigando em seu território grandes reservas florestais como a Reserva Biológica do Tapirapé, com 103.000 ha (1.030 km²), e a Floresta Nacional do Tapirapé-Aquiri, com 190.000 ha (1.900 km²), além da Terra Indígena Mãe Maria, com 64.488.416 ha (644.88 km²), que fica próximo a sede municipal de Marabá, esta pertencendo ao município de Bom Jesus do Tocantins.    Hidrografia   A cidade de Marabá está situada em uma área de baixa altitude, na confluência de dois rios – o Itacaiunas e Tocantins – e sofre com as enchentes anuais em decorrência da topografia e da influência direta de quatro rios: Itacaiunas, Tocantins, Tauarizinho e Sororó. Além das bacias relativas a estes rios, o município está inserido nas bacias dos rios Aquiri, Tapirape, Cinzento, Preto, Parauapebas e Vermelho. Destas, estão incluídas totalmente na área do município as bacias dos rios Tapirapé, Cinzento e Preto. Destaca-se a bacia do Itacaiúnas por banhar todo o município, em cuja foz encontra-se a sede municipal de Marabá e cobre a maior área, isto é, 5.383,4 km². Rio Tocantins – é um rio brasileiro que nasce no estado de Goiás, passando logo após pelos estados do Tocantins, Maranhão e Pará, até chegar na foz do Rio Amazonas, onde este desemboca as suas águas. Rio Itacaiunas - Rio que nasce na Serra da Seringa no município de Água Azul do Norte, estado do Pará, e é formado pela junção de dois rios, o da Água Preta e o Azul. Desemboca na margem esquerda do Rio Tocantins, próximos a cidade de Marabá. Existem ainda outros rios importantes que atravessam o território do município que são afluentes do Rio Itacaiúnas, como os rios: Preto, Parauapebas, Vermelho, Aquiri, da Onça, Sororó, Tapirapé, entre outros.   Clima O clima é equatorial quente e úmido apresentando temperaturas médias mensais entre 22,9°C e 32°C, com média anual de 26°C. A umidade relativa do ar varia de 73% a 93% e a precipitação anual fica em torno 1.976 mm. O período mais chuvoso inicia-se em janeiro e termina em março, e o mais seco vai de julho a setembro. A insolação média é de 2.400 horas anuais e os ventos têm velocidade média de 1,4 m/s, com predominância no sentido do NE[42] Por estar situada próxima à linha do equador, nome dado à linha imaginária que resulta da intersecção da superfície da Terra com o plano que contém o seu centro e é perpendicular ao eixo de rotação, a região de Marabá sofre influência de vários fatores macro-climáticos que originam: A convergência dos ventos alísios, a elevada evaporação e as altas temperaturas, assegurando umidades absolutas elevadas, permitem o transporte atmosférico de grandes massas de vapor de água, a umidade relativa do ar se mantêm elevada e a capacidade de geração de precipitação convectiva é elevada durante todo o ano.[43][44] Segundo dados do Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (CPTEC) e do Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (INPE), os dados climáticos de Marabá foram coletados entre 1973 e 1978 e a partir de setembro de 1997, sendo que a maior temperatura registrada foi de 39,2°C, observada no dia 8 de agosto de 2005.[45] A mínima foi de 15,6°C, no dia 20 de outubro de 1975.     Demografia       A explosão demográfica na cidade de Marabá teve como consequência a periferização e a ocupação irregular de áreas de várzea. Os rios em períodos de cheia alagam partes da cidade, e deixam desabrigadas inúmeras pessoas. O município de Marabá tem uma área de 15.092,268 km²[2]. Sua expansão urbana e rural se define pelos grandes acidentes geográficos presentes em todo o território do município. A área urbana do município corresponde somente por cerca de 6,9% da área total do mesmo ou 1.041,365 km². Estima-se que neste município residam em torno de 238.708 habitantes, divididos em 120.741 homens e 117.967 mulheres, de acordo com a pesquisa do IBGE em 2011,[3] porém o Ministério da Saúde aumenta esse número em 7% quando são repassados recursos do Sistema Único de Saúde para a cidade, elevando-o para 255.518 moradores. Uma população bastante miscigenada, praticamente todos os estados brasileiros estão representados em Marabá, com maior volume de nordestinos, mas goianos, paulistas e mineiros também fixaram moradia no município.[50][51] Segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística, Marabá possuía 111.481 eleitores em 2006.[52] Marabá teve considerável crescimento populacional a partir de 1970, como pode verificar no gráfico abaixo. O Índice de Desenvolvimento Humano Municipal (IDH-M) de Marabá é considerado médio pelo Programa das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD), sendo seu valor de 0,714. Considerando apenas a educação o valor do índice é de 0,826, enquanto o do Brasil é 0,849, o índice da longevidade é de 0,668 (o brasileiro é 0,638) e o de renda é de 0,647 (o do Brasil é 0,723).[54] Marabá possui a maioria dos indicadores abaixo da média segundo o PNUD. A renda per capita é de 15.857,00 reais, a taxa de alfabetização é 93,93% e a expectativa de vida é de 70,13 anos. O coeficiente de Gini, que mede a desigualdade social, é de 0,41,[55] sendo que 1,00 é o pior número e 0,00 é o melhor. A incidência da pobreza, medida pelo IBGE, é de 42,73% e a incidência da pobreza subjetiva é de 46,50%. A população marabaense é composta de 35,1% de brancos, 61,4% de pardos, 6,5% de pretos e 2% de pessoas de outras etnias.   Religião   Catedral de Nossa Senhora do Perpétuo Socorro. Na administração da Igreja Católica, o município é abrangido pela Arquidiocese de Belém do Pará[57] e pela Diocese de Marabá.[58] Desde as suas origens Marabá tem muita ligação com São Félix de Valois[59], santo a quem atribuem o poder de livrar os cativos e perseguidos pelo mal. O município possui os mais diversos credos protestantes ou reformados, como a Igreja Luterana, a Igreja Presbiteriana, a Igreja Metodista, a Igreja Adventista, a Igreja Batista, a Assembleia de Deus, a Igreja Universal do Reino de Deus, as Testemunhas de Jeová, entre outras.[61] Atualmente vem crescendo o número de protestantes em Marabá. As igrejas protestantes se espalham por todos os bairros da cidade, o que mostra a grande popularidade que estas igrejas conseguiram. Entre outras religiões, se destacam em Marabá em número de adeptos ao Judaísmo, ao Islamismo, Testemunhas de Jeová e Igreja Messiânica Mundial, religiões que vem apresentando um pequeno crescimento nos últimos anos. O município possui 60,03% de católicos, 24,12% de protestantes, 0.27% de espíritas, 0.08% de Umbandistas, 0,09% Judaica, 0,07% de Oriental 9.82% não tem religião e 1.61% pessoas de outras religiões.   Evolução demográfica de Marabá   Política   Fórum da Subseção Judiciária de Marabá, responsável por toda a região do Sudeste Paraense. O primeiro representante do poder executivo e Intendente do município foi Antônio da Rocha Maia, nomeado logo após a emancipação do município. Nos últimos anos o cargo foi ocupado por Sebastião Miranda Filho, assumindo após a morte do prefeito Geraldo Veloso em 2001 e reeleito em 2004.[71] Em 2009 assumiu a prefeitura Maurino Magalhães de Lima (PR), sendo investigado por caixa dois desde então. A câmara de vereadores representa o poder legislativo. Sua bancada é formada por treze vereadores, e está composta da seguinte forma: uma cadeira do Partido do Movimento Democrático Brasileiro (PMDB); uma cadeira do Partido dos Trabalhadores (PT); uma cadeira do Partido Socialista Brasileiro (PSB); uma cadeira do Partido Verde (PV); uma cadeira do Partido Humanista da Solidariedade (PHS); uma cadeira do Partido Popular Socialista (PPS); uma cadeira do Democratas (DEM); uma cadeira do Partido Progressista (PP); duas cadeiras do Partido Trabalhista Brasileiro (PTB) e duas cadeiras do Partido da República (PR).   Contexto regional   A Comarca Judiciária de Marabá[76] não faz parte da administração direta de Marabá, contudo é responsável pelos municípios da Microrregião de Marabá. A Subseção Judiciária de Marabá é responsável por todo o Sudeste Paraense,[77] portanto, Marabá sedia todos os órgãos judiciários da região e entorno. O município de Marabá faz parte da Mesorregião do Sudeste Paraense e da Microrregião de Marabá. A microrregião de Marabá tinha uma população estimada em 2006 pelo IBGE em 259.514 habitantes e está dividida em cinco municípios, que além de Marabá tem: Brejo Grande do Araguaia, Palestina do Pará, São João do Araguaia, e São Domingos do Araguaia. No contexto macro-político, Marabá sedia diversos órgãos federais e estaduais inclusive as sedes da Associação dos municípios do Araguaia e Tocantins e do Consórcio Público Intermunicipal de Saúde do Araguaia e Tocantins. A cidade também sedia os fóruns sobre a temática da nova unidade federativa de Carajás. Fonte: Wikkipédia Leia mais Marabá - 11/07/2012
  • Fordlândia foi o nome dado a uma gleba de terra adquirida pelo empresário norte-americano Henry Ford, através de sua empresa Companhia Ford Industrial do Brasil, por concessão do Estado do Pará, por iniciativa do governador Dionísio Bentes e aprovada pela Assembleia Legislativa, em 30 de setembro de 1927. A área ... de 14.568 km² fica localizada no município de Aveiro, no estado do Pará, às margens do Rio Tapajós.   História   Ford tinha a intenção de usar Fordlândia para abastecer sua empresa de látex necessário a confecção de pneus para seus automóveis, então dependentes da borracha produzida na Malásia, na época colônia britânica. Os termos da concessão isentavam a Companhia Ford do pagamento de qualquer taxa de exportação de borracha, látex, pele, couro, petróleo, sementes, madeira ou qualquer outro bem produzido na gleba. As negociações foram conduzidas pelo brasileiro Jorge Dumont Villares, representante do governador Dionísio Bentes, que visitou Henry Ford nos EUA. Os representantes da Ford, para receber a área, foram O. Z. Ide e W. L. Reeves Blakeley.[1] A terra era infértil e pedregosa e nenhum dos gerentes de Ford tinha experiência em agricultura equatorial. As seringueiras, árvores de onde se extrai o látex, plantadas muito próximas entre si, o oposto das naturalmente muito espaçadas na selva, foram presa fácil para pragas agrícolas, principalmente micro-organismos do gênero Microcyclus que dizimaram as plantações. Os trabalhadores das plantações recebiam uma alimentação típica norte-americana, como hambúrgueres, instalados em habitações também ao estilo norte-americano, obrigados a usar crachás e comandados num estilo a que não estavam habituados, o que causava conflitos e baixa produtividade. Em 1930, os trabalhadores locais se revoltaram contra gerentes truculentos, que tiveram que se esconder na selva até o exército brasileiro intervir e restabelecer a ordem. O governo brasileiro suspeitava dos investimentos estrangeiros, especialmente na Amazônia, e oferecia pouca ajuda. Ford ainda tentou realocar as plantações em Belterra, mais para o norte, onde as condições para a seringueira eram melhores mas, a partir de 1945, novas tecnologias permitiam fabricar pneus a partir de derivados de petróleo, o que tornou o empreendimento um total desastre, causando prejuízos de mais de vinte milhões de dólares. Fim do sonho Com o falecimento de Henry Ford, seu neto Henry Ford II assumiu o comando da empresa nos Estados Unidos e decidiu encerrar o projeto de plantação de seringueiras no Brasil. Através do Decreto número 8.440 de 24 de dezembro de 1945, o Governo Federal brasileiro definiu as condições de compra do acervo da Companhia Ford Industrial do Brasil: a Ford foi indenizada em aproximadamente US$ 250.000, e o governo brasileiro assumiu as obrigações trabalhistas dos trabalhadores remanescentes, além de receber seis escolas (quatro em Belterra e duas em Fordlândia); dois hospitais; estações de captação, tratamento e distribuição de água nas duas cidades; usinas de força; mais de 70 quilômetros de estradas; dois portos fluviais; estação de rádio e telefonia; duas mil casas para trabalhadores; trinta galpões; centros de análise de doenças e autópsias; duas unidades de beneficiamento de látex; vilas de casas para a administração; departamento de pesquisa e análise de solo; plantação de 1.900.000 seringueiras em Fordlândia e 3.200.000 em Belterra [2].     Forlândia não foi completamente esquecida. Músicos e escritores já destacaram a utopia de Ford em suas obras. A cantora e compositora Kate Campbell, por exemplo, imortalizou Fordlândia e sua decadência em seu álbum de 2008 "Save the Day". Ainda nesse ano, o compositor islandês Jóhann Jóhannsson lançou um álbum intitulado Fordlândia. Na literatura, o historiador da Universidade de Nova Iorque Greg Grandin lançou o livro "Fordlandia – A ascensão e a queda da cidade perdida na selva de Henry Ford", considerado um dos cem melhores livros publicados em 2009 pela Amazon.[3] Além disso, um documentário sobre a cidade também foi desenvolvido pelos brasileiros Marinho Andrade e Daniel Augusto. Fonte: Wikkipédia   Cidade-fantasma   Com o apogeu do ciclo da borracha, veio a ruina de Fordlandia e em Em 1999, ao ler uma notinha em um jornal, o cineasta Marinho Andrade decidiu resgatar e mostrar para o Brasil uma história deletada da memória nacional. O resultado é "Fordlândia", documentário em exibição no festival É Tudo Verdade (até 7 de setembro, na Cinemateca Brasileira, em São Paulo), que fala da vila homônima às margens do rio Tapajós, na região Amazônica. Fica a 12 horas de barco da cidade de Santarém, no norte do Pará.   O nome lhe sugeriu alguma marca? Pois é, Fordlândia foi construída por Henry Ford, criador da montadora de automóveis e do método de produção que ganhou o nome de fordismo. No início da década de 1920, Henry Ford via-se preso ao monopólio inglês de venda da borracha. Na época, soube que o Brasil, principalmente a Amazônia, era um solo fértil na produção de seringueiras. A solução mais óbvia (ou não!) foi criar seu próprio campo de extração do látex. Como? Construindo uma vila com status de cidade nessa região completamente isolada.   Depois de algumas pesquisas feitas por uma equipe norte-americana e uma negociação simples, ele recebeu autorização total do governo paraense e federal da época para explorar a área como quisesse. Em 1928, uma cidade inteira foi trazida em navios para o solo brasileiro.   Milhares de pessoas mudaram-se para aquele polo promissor, com boa escola e um excelente hospital, sem precedentes nos anos 1920 na parte norte do Brasil. Norte-americanos também vieram de mala e cuia. A vila tinha casas para todas as classes: de madeira para os peões e belas construções para os estrangeiros. Em cálculos atuais, Henry Ford teria gasto R$ 25 milhões apenas para comprar a terra. Infelizmente o sonho durou pouco e a prepotência americana os levou ao prejuízo. A equipe que veio ao Brasil para estudos preliminares esqueceu de apurar que a monocultura de seringueiras não vinga em terra nenhuma. Pelo contrário, dá origem a uma praga que devasta toda a plantação. Não é difícil imaginar o que aconteceu. Os gringos foram embora deixando objetos e toda uma população para trás.    CHOQUE CULTURAL     Fordlândia antes... Em termos estéticos, o documentário segue os preceitos básicos da maneira realista de retratar um fato. Intercalando cenas e fotos da época, com tomadas de casas e ruas em situação atual, Marinho, ao lado de Daniel Augusto, conta a história decadente de Fordlândia, gerando um sentimento de constante vazio. Os fatos são retomados a partir da trajetória de Charles Townsend e seu irmão gêmeo – que nasceram ali, mas fizeram a vida nos Estados Unidos. O ponto de vista de quem sobreviveu à falência vem com o relato de duas senhoras, sendo uma delas Dona América, babá dos irmãos.    “Queria retratar a história desse homem sonhador, maluco beleza”, conta Marinho. Filmado entre 2005 e 2006, o documentário de apenas 48 minutos resgata uma utopia, é humano e traz ainda uma reflexão sobre a truculência na tentativa de suprimir uma cultura a favor de outra. Henry Ford, por exemplo, causou o primeiro conflito com os cinco mil seringueiras ao impor alimentação enlatada a um povo que poderia pescar e adora farinha de mandioca.    FELIZ COINCIDÊNCIA     ... e depois. Ao sair da seção tive a sorte de conhecer uma representante de Fordlândia! Nilma Almeida tem 30 anos e ficou sabendo da exibição do documentário que fala sobre sua cidade natal por acaso. Foi lá e fez questão de se apresentar a Marinho. Conversando com a produtora que mora em São Paulo há três anos, constato que o que estava no documentário é realmente Tudo Verdade.   Nilma saiu de lá em 1984, quando esse processo de abandono caminhava a passos largos. Para ela, divulgar e relembrar a história de Fordlândia é imprescindível, já que até na escola, quando se estuda a história do Pará essa etapa foi suprimida. “A vila não existe no mapa. No lugar está Bela Vista e o meu registro de nascimento é de outro município”, explica – mesmo porque a região nunca ganhou tal status. Como numa colônia do século XX, Fordlândia nasceu como um centro moderno em 1920 e hoje, nos anos 2000, foi esquecida e retrocedeu. Fonte: Colheradacultural Leia mais Fordlandia - 11/07/2012
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