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28 de Maio de 2017 - 
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Manchetes jurídicas

Advogada lança livro em homenagem ao criminalista Mário Jorge

Advogada lança livro em homenagem ao criminalista Mário Jorge Famoso por atuar em iniciativas de revisão de processos criminais de réus inocentes, o advogado completaria 100 anos em 2017Sex, 19 Mai 2017 13:00:00 -0300 No dia 26 de maio, às 18h30, será lançado o livro “Criminalista Mário Jorge. Centenário de nascimento”, de autoria da advogada Terezinha Elinei de Oliveira. O evento ocorre no Tribunal do Júri de Curitiba, localizado na Praça Nossa Senhora da Salete, no Centro Cívico. Além da participação da autora da obra, contará com depoimentos da advogada Jussara Jorge Souza Dias e do Desembargador José Maurício Pinto de Almeida. Na ocasião o advogado René Ariel Dotti, que também contribuiu na produção do livro, irá proferir a palestra “A Magistratura popular no atual Tribunal do Júri”. Ao final do evento também haverá entrega de exemplares e sessão de autógrafos. A advogada Terezinha de Oliveira foi colega de Mário Jorge durante duas décadas e, no livro, ela retrata temas marcantes da carreira do criminalista, considerado o “defensor dos pobres e oprimidos”, por ser responsável por reparar erros judiciários. Trajetória O advogado Mário Jorge nasceu em São Paulo em 11 de janeiro de 1917. Na infância foi morar com a família em Ponta Grossa, onde cursou o primário e o ginásio. Ingressou na Faculdade de Direito da Universidade Federal do Paraná (UFPR), formando-se em 1950. A decisão de se tornar advogado teria sido em função do “Caso Barbosa Paraná”, que presenciou em Ponta Grossa e que envolveu a condenação de João Ferreira Guimarães, em um caso no qual a confissão de um crime de assassinato teria sido forçada pela polícia. Mário Jorge resolveu visitá-lo na prisão e prometeu oferecer ajuda ao condenado. Mais tarde ele ajuizou ação de indenização contra o Estado do Paraná pelo erro cometido pelas autoridades na época. No livro também são abordadas dezenas de outras ações em que o advogado atuou na reparação de injustiças. Ele participou de mais de 1.500 júris e criou o Instituto Brasileiro de Revisões Criminais, para revisar gratuitamente os processos de réus inocentes e sem condições de contratar um advogado. Em reconhecimento pela atuação do criminalista, seu nome foi dado a ruas das cidades de Ponta Grossa, Curitiba e São José dos Pinhais. Faleceu em 1º de junho de 1987. Confira a programação completa.
19/05/2017 (00:00)
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